E começou Jonas a
entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: Ainda quarenta dias,
e Nínive será subvertida.
E os homens de Nínive
creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior
até ao menor.
Esta palavra chegou
também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas
vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza.
E fez uma proclamação
que se divulgou em Nínive, pelo decreto do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem
homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê
alimentos, nem bebam água;
Mas os homens e os
animais sejam cobertos de sacos, e clamem fortemente a Deus, e convertam-se,
cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos.
Quem sabe se se voltará
Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não
pereçamos?
E Deus viu as obras
deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que
tinha anunciado lhes faria, e não o fez. Jonas 3:4-10
Quando a liderança de uma nação se volta a Deus se arrepende,
se humilha, pede perdão a Deus por seus pecados e convoca o povo a fazer o
mesmo, um grande mover acontece foi o que aconteceu em Nínive e no século XIX
nos Estados Unidos.
Desde os fundadores americanos até o meio do século XX, a
maioria dos líderes americanos reconhece o poder da união na oração. Na
verdade, desde quando os Estados Unidos eram uma confederação de colônias, os
líderes americanos faziam convocações frequentes para os dias de oração e jejum
a fim de obter sucesso em suas batalhas. Veja por exemplo, nesta proclamação
enviada pelo presidente Abraham Lincoln no meio da Guerra Civil Americana:
Proclamação do
Presidente dos Estados Unidos da América
Considerando que o Senado e a Câmara dos Representantes em
sua última sessão adotou uma resolução simultânea, aprovada no dia 2 de Julho,
seguem as palavras abaixo, a saber:
Que o Presidente dos Estados Unidos solicita a escolha de um
dia para humilhação e oração pelo povo dos Estados Unidos; que ele solicita a
seus conselheiros constitucionais no comando dos Departamentos Executivos se
unirem a ele, o Chefe Magistrado da Nação, na cidade de Washington, bem como os
membros do Congresso e todos os magistrados, todos os civis, oficiais
militares, todos os soldados, marinheiros e fuzileiros navais, com todas as
pessoas leais e cumpridoras da lei, a se reunirem nos seus locais habituais de
culto, ou onde quer que estejam para confessar e se arrepender de seus pecados
e para implorar a compaixão e o perdão do Todo Poderoso; e que, se de acordo
com Sua vontade, a rebelião já existente seja rapidamente suprimida e que a
supremacia da Constituição e a marca dos Estados Unidos sejam estabelecidas em
todos os Estados; para implorar ao Governante Supremo do mundo que não destrua
como povo, e que também não sejamos destruídos pela hostilidade ou conivência
com outras nações ou por adesão obstinada aos nossos próprios conselhos, que
podem ir de encontro aos Seus propósitos eternos; para implorar a Ele que
ilumine a mente desta nação a fim deque conheçamos e façamos Sua vontade,
humildemente acreditando que a nossa mente está de acordo com Sua vontade e que
devemos nos manter como um povo unido na família das nações; para implorar-Lhe
que conceda aos nossos defensores armados e às massas do povo a coragem, o
poder de resistência e a determinação necessários para assegurar esse
resultado; para implorar em Sua infinita bondade que Ele suavize os corações,
ilumine as mentes e vivifique a consciência dos rebeldes a fim de que eles
larguem as armas e voltem rapidamente a ser leais aos Estados Unidos, que não
podem ser totalmente destruídos; para que o derramamento de sangue seja
suspenso e para que a unidade e a fraternidade sejam restauradas, e a paz seja
estabelecida em todas as nossas fronteiras:
Portanto, eu, Abraham Lincoln, Presidente dos Estados unidos,
cordialmente concordando com o Congresso dos Estados Unidos nos sentimentos de
penitência e piedade expressos na mencionada resolução e honestamente aprovando
o projeto de devoção e seu propósito, determino, por meio desta, a próxima
primeira quinta-feira de agosto um dia nacional de humilhação e oração, a ser
cumprido pelo povo dos Estados Unidos.
Faço, pela presente, um convite e uma solicitação aos chefes
dos Departamentos Executivos deste governo, juntamente com todos os
parlamentares, juízes, magistrados e todas as outras pessoas que exercem
autoridade nesta nação, quer soldados, civis, militares, e todos os marinheiros
e fuzileiros navais a serviço nacional, a todos os outros fiéis e cumpridores
da lei entre a população dos Estados Unidos, para reunirem-se em seus locais
preferenciais de culto público nesse dia, e ali renderem louvores, súplicas e
confissões ao Todo Poderoso e misericordioso Rei do Universo, tal como o
Congresso dos Estados Unidos recomenda tão solene, sincera e reverentemente em
sua resolução.
Em testemunho, eu assino o presente documento de próprio
punho e fixo o selo dos Estados Unidos.
Feito na cidade de Washington, no dia 7 de Julho, 1864 d.C, e
octogésimo nono da Independência dos Estados Unidos.
Abraham Lincoln.
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